CAMPEONATO CARIOCA PROFISSIONAL SÉRIE ESPECIAL SUB-15 2011
FINAL (Jogo de volta)
Data Horário Dia Mandante Score Visitante Estádio
25/set 09:00 Dom Portuguesa 1x0 América Luso Brasileiro
02/out 09:00 Dom America 3x2 Portuguesa Édson Passos

Escalação:
1 – Lucas Gideão; 2 – Igor Clemente, 3 – Felipe Marinho, 5 – Ricardo Monsores e 6 – Renato Modesto; 4 – Igor Santana, 8 – Wilson Martins, 7 – Jonathan William e 9 – Lucas Teixeira, 10 – Leandro Braga e 11 – Welison Ferreira.
12 – Marlon Mendonça, 13 – Carlos Roberto, 14 – Bruno Nunes, 15 – Marlon Henrique, 16 – Lucas Senna, 17 – Vitor Alves e 18 – Leonardo Fernandes.
S. A.: Rafael Souza, Lucas Barreto, Danrley Xavier e Manzambi Manuel.
Sobre o jogo
Foram oito meses a frente da categoria SUB-15, destes oito meses, seis meses de intensidade máxima no Campeonato Carioca SUB-15, vivendo este evento praticamente 24 horas por dia.
No início do trabalho, passamos por momentos de dúvidas e incertezas, sobre o nosso futuro dentro da competição, como e até onde iríamos chegar, se ficaríamos em último, se pelo menos iríamos conseguir chegar na metade da tabela, ficando a frente dos últimos colocados, porém, abaixo dos líderes, enfim, no início do nosso trabalho, a verdade é que poucos acreditavam que o nosso grupo estava partindo para uma conquista inédita na história do clube.
Usamos este sentimento de dúvida a nosso favor desde o início da competição, mostramos jogo após jogo, dia após dia que estávamos trabalhando de maneira séria, valorizando o suor derramado, honrando o nosso compromisso, do início ao fim.
A preparação para este grande jogo começou muito antes dele existir, no decorrer da competição, crescemos e passamos a ser observados pelos nossos adversários de outra forma, conquistamos o respeito deles dentro de campo, impondo o nosso futebol e de certa forma, no transcorrer da nossa campanha, vimos que tínhamos uma chance real de pensar e sonhar mais alto, subindo degrau por degrau, fomos aos poucos chegando no ponto mais elevado.
Na semana que antecedeu a esta decisão, buscamos fortalecer o lado psicológico da equipe, trabalhar o emocional dos jogadores a fim de diminuir a pressão que a esfera do pré-jogo estava oferecendo a todos nós.
Realizamos trabalhos cooperativos, evitamos ao máximo intensificar os trabalhos de competição, tarefas que acirrassem ainda mais os nervos dos jogadores. Ajustamos algumas coisas, mas demos ênfase nas cobranças de bola parada, aspecto fundamental que decidiu e vem decidindo muitas partidas, principalmente jogos de decisão, seja na base, seja no profissional.
Na Sexta-feira, último dia de treino da semana, fizemos um jogo lúdico onde a comissão técnica enfrentou os jogadores, um “rachão” bem descontraído sem preocupações com resultado, sem pressões.
Ao final do “rachão”, reunimos toda comissão técnica e completamos uma palestra com todos os jogadores, antes de lançar a convocação para o jogo final. Conversamos mais uma vez de uma maneira global, mas ao mesmo tempo, específica sobre todas as circunstâncias de um jogo decisivo, fatores primordiais, que definem uma partida decisiva, os chamados detalhes em campo, mas também extra-campo que de certa forma, acarretam o desempenho de uma equipe dentro de campo.
Fiz duas propostas para todos os jogadores durante a resenha pós “rachão”, a primeira foi que em caso de título, eu iria passar a máquina nº 2 no cabelo, ficando careca, logo após o jogo, no campo do América. A segunda foi mais que uma proposta, foi um pedido pessoal. Pedi aos jogadores que, independentemente da sua religião ou seguimento de fé, que fossemos a uma missa na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, que fica ao lado do clube, no Sábado, véspera do jogo. Todos aceitaram e marcamos a concentração para às 16:00h e não às 18:00h, como fora na semana anterior.
No Sábado, eu e todos os jogadores fomos a missa, conforme o trato feito no dia anterior, levamos os uniformes que seriam utilizados no jogo para que o Padre pudesse dar a benção de Deus sobre tudo e todos. Rezamos intensamente e naquele momento, percebi que seríamos os campeões. A equipe estava disposta a se entregar e fazer de tudo para isso acontecer. A união em Cristo, reunindo todos os jogadores, de diferentes religiões, foi algo magnífico. A força do grupo ficou mais do que em evidência, havíamos constituído uma família e não somente um grupo de jogadores de futebol.
Voltamos para o clube e assistimos a mais um filme, a fim de motivar e concentrá-los ainda mais para o grande jogo do dia seguinte diante do América. O filme escolhido desta vez foi “A Gangue Está Em Campo”. Um filme que retrata a história de um grupo de jovens detentos que cometeram delitos e crimes no Estado de Los Angeles nos Estados Unidos, todos estavam detidos em uma penitenciária para menores, onde um instrutor e ex-jogador de Futebol Americano teve a idéia de formar um time (os “Mustangs”) para competir em um evento amador na Liga de Futebol Americano de Los Angeles.
Um filme que retrata basicamente tudo o que passamos ao longo do ano dentro do clube. Jogadores de comunidades carentes, com sonhos, chegam desacreditados para mais uma temporada, alguns, acostumados com o fracasso, mas aos poucos, trabalhando forte, com muita disciplina, vão conquistando as vitórias e juntos, com respeito as diferenças de cultura e comportamento, adquirem uma união, formando uma família.
Acordamos cedo, tomamos o café da manhã e partimos para o jogo. Chegando em Édson Passos, observamos que a partida já havia começado antes mesmo de entrar em campo e ver o árbitro apitando.
Esperamos cerca de 30 minutos de pé, em frente ao vestiário trancado e ninguém do clube tinha a chave para poder abrir a porta. Pedimos para alguns funcionários do clube para que tomassem alguma providência, pois, estava chegando a hora do jogo e não teríamos o tempo de aquecimento e preleção adequados para os jogadores.
Depois de tanto esperar, conseguiram abrir a porta do vestiário e assim, conseguimos realizar a preleção e depois, aquecer a equipe de maneira apropriada, conforme o planejado.
Elaboramos um vídeo próprio para o momento, mostrando toda a campanha do grupo dentro do campeonato, mais alguns itens motivacionais incluídos no vídeo. Após o vídeo, presenciamos um sentimento forte de vitória, um desejo unânime dentro da família lusitana do sub-15 em ser campeão!
Fomos para o jogo sob forte pressão da torcida adversária, que ficou alocada acima do nosso vestiário, atrás do nosso banco. Ouvimos e vimos de tudo. Pais exaltados, que ofenderam e fizeram diversas agressões verbais para nós da comissão e para os nossos jogadores. Nada que fosse superior ao nosso desejo de ser campeões!
Diferente da plataforma de jogo adotada para o primeiro jogo da final alteramos o sistema substituindo um atacante por um meia armador, utilizando o G-4-4-2 no losango, que em certos momentos, variava para o G-4-3-3, sistema de jogo que vínhamos utilizando nos jogos desde então.

Com a entrada de Lucas Teixeira no lugar de Marlon Henrique, ganhamos na criação de jogadas, na organização de jogo como um todo, pois, além de armar jogadas, Lucas Teixeira é um jogador útil no ataque, dando suporte na troca com os atacantes, chegando por diversas vezes ao gol adversário.
E com essa disposição tática, abrimos o jogo a todo vapor, pressionando o América, deixando o adversário sem opções de jogada. Criamos algumas boas chances de gol com menos de cinco minutos de jogo. A primeira foi com o próprio Lucas Teixeira, o meia arrancou do meio de campo, conduzindo a bola junto de si, deixando para trás dois adversários antes de chutar com perigo na meta adversária, a bola foi desviada com a ponta dos dedos para escanteio pelo goleiro do América.

Depois deste lance, foi a vez de Welison Ferreira desperdiçar uma ótima chance. Após bela jogada trabalhada pelo setor direito com Igor Clemente e Wilson Martins, a bola chegou nos pés de Leandro Braga, que abriu e foi na risca da grande área, no fundo tocando a bola para trás, Welison Ferreira dominou e chutou fraco, a bola ainda foi no canto, mas foi desviada para escanteio pelo goleiro adversário.

Após este segundo lance claro de gol, conseguimos criar uma boa oportunidade de bola parada, no lado esquerdo em diagonal para a grande área, local do campo onde trabalhávamos de forma intensa nos treinamentos em cobranças de tiro livre. Na cobrança, Jonathan William colocou a bola na cabeça de Ricardo Monsores, que desviou de leve na bola, tirando-a das mãos do goleiro adversário, abrindo o placar, 1x0 Lusa!

Com o gol, a nossa equipe cresceu ainda mais e foi em busca do segundo gol. E tivemos mais uma oportunidade de gol com Leandro Braga, o nosso atacante recebeu ótimo passe de Lucas Teixeira, invadiu a grande área e bateu cruzado para o desvio do goleiro adversário, destaque da partida até o momento.
Na cobrança do escanteio, Ricardo Monsores quase fez o seu segundo gol no jogo, e segundo gol da Lusa também, após desviar de cabeça por cima do gol, tirando tinta do travessão adversário.
Em seguida, veio a parada técnica e aproveitamos a oportunidade para pedir a equipe manter a posse de bola, preferencialmente no campo de jogo do América, valorizar as jogadas mais ríspidas, quando tivéssemos a bola parada.
Voltamos para o jogo e logo no reinício da partida, em uma saída errada pelo setor direito, vimos a equipe encarnada empatar o jogo, 1x1. Este gol serviu para acalorar ainda mais o jogo, a partida ganhou em emoção e as duas equipes passaram a buscar de forma intensiva o gol.
O árbitro apitou o final do primeiro tempo e fomos para o vestiário como campeões e em cima disso, fizemos a preleção. Lembramos a todos os jogadores que a equipe do América faria de tudo para desempatar a partida, eles teriam que se lançar a frente, vir com tudo para cima de nós. E isso poderia ser crucial se conseguíssemos encaixar uma jogada de contra-ataque.
Pedi para o lateral esquerdo Renato Modesto tomar mais cuidado com a parte defensiva, pois, o lateral direito do América (que por sinal, merece um destaque por ser um belo jogador, de qualidade técnica refinada), estava crescendo muito por este setor, criando boas chances de jogadas de ataque nas costas da marcação. Pedi também para o volante Igor Santana fazer a contenção nas subidas do lateral esquerdo Renato Modesto, pois, se o mesmo só se preocupasse com a parte defensiva, a parte ofensiva não seria realizada.
Retornamos para a segunda etapa e vimos a equipe do América crescer ainda mais. Jogamos bem, fazíamos frente, mas a equipe americana veio junto com a sua torcida, que inflamou o estádio, cantando e pressionando a arbitragem, que passou a ser parcial nas jogadas duvidosas, todas eram dadas a favor da equipe do América.
Já estávamos tarimbados com este tipo de situação, pois ao longo do campeonato, passamos por momentos de aperto por parte da arbitragem e isso não seria problema para nós, porém, estávamos em um jogo de decisão, e qualquer fator que servisse, era motivo para desarmar o lado psicológico da equipe.
Passando calma e orientando o grupo, conseguimos controlar o nervosismo com relação às atitudes tomadas pela arbitragem no decorrer da partida.
A nossa equipe voltou ao ataque, criando novas chances de gol, porém, nosso lado esquerdo estava sendo dizimado pelo excelente lateral direito Michael “Rato”. Vendo a situação e sabendo que as orientações não estavam sendo acatadas, não tive escolha senão fazer uma substituição. Chamei o volante Bruno Nunes, que já havia atuado em alguns jogos por este setor para poder parar o lateral direito do América.
Com a entrada de Bruno Nunes, ganhamos no combate e as jogadas por este setor se transferiram para o lado direito, uma vez que o treinador adversário, percebendo a manobra realizada, pediu para o lateral direito Michael “Rato” fazer o meio de campo, atuando livre pelos lados, ora pelo esquerdo, porém, com um maior fluxo pelo lado direito.
Um pouco antes da parada técnica, fomos surpreendidos num lance singular. Provamos do próprio veneno na cobrança de falta pelo mesmo lado do nosso primeiro gol, vimos o mesmo Ricardo Monsores fazer mais um gol, só que dessa vez, contra. Um lance infeliz, numa tentativa de afastar a bola para longe, nosso zagueiro errou a passada e a bola foi desviada para dentro do nosso gol, 2x1 América.
Foi uma pancada que sofremos, no momento em que estávamos melhores na partida, sofrer um gol assim dessa maneira, mexe com o psicológico de qualquer equipe.
Para o nosso bem, logo depois do gol, veio a parada técnica e podemos acalmar os nervos da equipe, que nesse momento, quase perdeu o foco. Conversamos rapidamente e lembramos que ainda tínhamos vinte minutos para empatar e que com o resultado de empate, seríamos campeões.
Nossa equipe voltou mais calma e concentrada. Welison Ferreira demonstrava sinais de cansaço, com isso, fizemos nossa segunda alteração, colocando no jogo Marlon Henrique.
No seu primeiro lance com a bola, Marlon Henrique avançou e serviu um belo passe pra Wilson Martins chutar rente ao travessão adversário.
As chances de gol continuavam surgindo e em um escanteio conseguido depois de um chute cruzado de Lucas Teixeira, Jonathan William cobrou no primeiro poste, Leandro Braga desviou para o segundo poste onde estava Igor Santana, que teve tempo de dominar e chutar de esquerda, no canto direito do goleiro, sem chances, 2x2!
A partida que já era pura emoção ficou ainda mais tensa após a expulsão do número 10 Leonardo. Com um jogador a menos, a equipe americana passou a se defender, atuando de forma compacta, partindo para os contra-ataques quando retomava a posse da bola.
Tivemos duas ótimas chances de definir a partida restando poucos minutos para acabar o jogo, uma com Leandro Braga, que arrancou livre pelo meio de campo, driblando o goleiro mas chutando a bola para fora, a outra foi uma cabeçada no canto esquerdo do goleiro com Marlon Henrique, que aproveitou um belo cruzamento do lateral direito Igor Clemente.
O tempo regulamentar já havia acabado o árbitro da partida, deu um acréscimo completamente exagerado de dez minutos, o jogo previsto para ter dois tempos de quarenta minutos, foi a cinqüenta minutos na segunda etapa.
No último respiro da equipe americana, o excelente lateral direito, que estava atuando como meia fez uma jogada genial, deixando três adversários para trás e com um belo passe, deixou o atacante da sua equipe pronto para finalizar e fazer o terceiro gol do América, 3x2 aos 48 minutos do segundo tempo.

No reinício da partida, ainda tentamos empatar após um excelente lançamento em diagonal de Wilson Martins para Bruno Nunes, que chegou a entrada da grande área como elemento surpresa para finalizar de esquerda, a bola caprichosamente bateu no travessão, quicando dentro do gol, mas o árbitro assistente resolver não conceder o gol, pois segundo o mesmo “o time da Portuguesa não vibrou, eu não validei”, um verdadeiro absurdo cometido por parte da arbitragem.
Com o resultado, teríamos mais uma vez as penalidades pela frente. Treinamos muito as cobranças de pênaltis ao longo da temporada, eu tinha a total confiança na competência dos atletas de linha, quanto no goleiro Lucas Gideão.
Algo inesperado aconteceu quando nós fomos nos reunir para conversar sobre as cobranças das penalidades, nosso goleiro, sempre frio e calmo nesses momentos de pressão, desabou em lágrimas.
Deixei-o chorar bastante e depois o chamei para uma conversa em particular. Primeiro, pedi a ele que limpasse o rosto, depois disso, lembrei-o do quanto era importante ele manter a postura de firmeza, por mais tenso e nervoso ele estivesse, pois o que estava em jogo era um título, um troféu que batalhamos muito para poder conseguir, se fosse pra chorar, que fosse de alegria após as cobranças dos pênaltis que ele defenderia e mais uma vez, nos ajudaria a conseguir um triunfo. E assim ele fez, limpou o rosto, mudou a sua expressão, não demonstrou medo, ao contrário, cresceu e muito na hora das cobranças.
A primeira cobrança do América foi convertida, porém, quase foi defendida pelo nosso goleiro Lucas Gideão. Iniciamos as penalidades cobrando com Ricardo Monsores, que com bastante frieza, colocou a bola no ângulo esquerdo do goleiro.
Pelo lado americano, o lateral esquerdo do time converteu e bem a segunda cobrança, deslocando o nosso goleiro para empatar as penalidades. Nossa segunda cobrança foi convertida também com frieza por Wilson Martins, no ângulo esquerdo do goleiro americano, que sequer saiu do lugar, 2x2.
A terceira cobrança americana foi feita por um dos dois atacantes que havia entrado no segundo tempo. A estrela do nosso goleiro Lucas Gideão começava a brilhar, na hora da cobrança, o jogador americano tenta mudar a batida e sua penalidade acaba esbarrando na trave direita. Nosso volante Igor Santana foi o encarregado de cobrar a terceira penalidade. Com uma forte batida no canto direito do goleiro americano, surgia o nosso terceiro gol! Virada Lusitana, 3x2 nos pênaltis.
Na quarta cobrança, a pressão aumentou para o batedor americano, que tinha de fazer o gol a qualquer custo para empatar a partida e evitar a derrota americana em seu estádio. Nosso goleiro, que no momento, percebeu o nervosismo do jogador americano, e com uma dose de confiança, apontou para o jogador americano o local que ele iria saltar. Isso de certa forma abalou ainda mais o lado mental do jogador americano, que já estava muito nervoso. Na cobrança, brilha a estrela de Lucas Gideão, que faz a defesa, mantendo o placar em 3x2 para a Lusa.
Com a defesa de Lucas Gideão, a responsabilidade passou de lado e foi para os pés do nosso atacante que havia entrado no segundo tempo, predestinado a ser o grande herói do título junto do nosso arqueiro Gideão, que fechou a baliza.
Leonardo Fernandes teve frieza e muita calma para cobrar e marcar o gol do título! 4x2 Lusa! CAMPEÃ ESTADUAL SUB-15 2011 SÉRIE ESPECIAL!
Não tive forças para poder correr no momento, apenas desabei em lágrimas e chorei bastante sozinho, distante dos jogadores e de toda a comissão técnica, que correram para o gol onde estávamos executando as cobranças das penalidades. Fiquei ali na grama, chorando e agradecendo muito a Deus por ter nos guiado do início ao fim para este triunfo tão sonhado e desejado! Levantei-me e fui abraçar jogador por jogador, agradecendo-os por tudo, o mesmo eu fiz com toda a comissão técnica, diretores, com o Vice de Futebol Amador Marcelo Barros e seu pai, o Presidente do clube Sr. João do Rego e a todos os pais, responsáveis e familiares de todos os nossos jogadores que compareceram ao estádio para torcer e nos prestigiar.
Foi um dia inesquecível, uma conquista imensurável, uma sensação inexplicável! Um momento que levarei na minha mente e principalmente, no meu coração! Aonde quer que eu vá! Para o resto da minha vida!




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