
O próprio Vélez Sarsfield é um dos fiéis adeptos do losango que privilegia os tradicionais ‘carrilleros’ (volantes apoiadores pelos lados) e o clássico ‘enganche’ argentino (o ponta-de-lança que centraliza a articulação). Mas nesta temporada a equipe tem apresentado uma variação tática para o 4-2-3-1, abrindo as portas desta tendência tática.
Ontem, na vitória de 2 a 1 sobre o chileno Unión Española pela Taça Libertadores, o Vélez atuou no 4-2-3-1. Moralez, Martínez e Ramírez formaram a linha ofensiva de meias, alternando posicionamentos no movimento de rotação necessário para desorganizar a defesa adversária. Originalmente, o baixinho Moralez jogou pela esquerda, fazendo as diagonais para armar o jogo e abrindo o corredor à passagem do lateral-esquerdo Papa – assim ele marcou o primeiro gol. Silva é o centroavante de referência.
Mas o sistema não é rígido. O 4-2-3-1 pode rapidamente se transformar em 4-3-1-2, centralizando Moralez na articulação, e adiantando Ramírez para o ataque. Tenho acompanhado pouco o Vélez, mas me parece que estas duas alternativas podem ser utilizadas dentro de um mesmo jogo, conforme as circunstâncias da partida e o comportamento do adversário.
Não há, entretanto, um movimento pela utilização deste sistema no país. Os modelos táticos mais tradicionais seguem dominando as equipes da primeira divisão argentina, seja com três zagueiros e um atacante, seja com carrilleros e enganche.
Fonte: http://globoesporte.globo.com/platb/tabuleiro/2011/03/25/velez-sarsfield-abre-portas-a-tendencia-tatica-mundial/
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