O esquema pós-futebol total
Equipe Universidade do Futebol
O futebol total apresentado na Copa do Mundo de 1974 já dava indícios de que as estratégias táticas já não teriam mais o mesmo peso que sempre as caracterizaram ao longo da evolução do futebol.
A condição física do atleta, de lá para cá, passa a desempenhar um papel de grande importância para as equipes, pois os jogadores ganharam mais responsabilidades nos jogos, não limitando-se mais a cumprir aquilo que sua posição exigia. O bom jogador era (e é) aquele que sabia jogar com a bola nos pés, mas que também possuía inteligência tática, senso coletivo e preparo físico para também ajudar na marcação.
Assim, a distribuição dos atletas em campo, no 4-4-2 é de quatro defensores (dois zagueiros e dois alas), quatro jogadores no meio de campo (dois com função de marcação e outros dois com a responsabilidade de armar e, ocasionalmente, finalizar as jogadas) e dois atacantes.
São os volantes recuados que têm a obrigação de fazer a cobertura dos alas, quando estes partem para o ataque. Em algumas equipes mais cautelosas, há quem utilize três volantes de contenção e apenas um meia.
Nos primeiros anos de criação do 4-4-2, entre as temporadas de 1976/77 e 1981/82 alguns times europeus que o adotaram foram bem sucedidos, como os precursores times ingleses, que ganharam a Taça dos Campeões, com Liverpool, Nottingham Forest e Aston Villa.
A partir de 1982 a Itália também abraça o 4-4-2, mas bem à sua moda, ou seja, sem descuidar de sua retaguarda e marcando homem a homem. Nesse período, caracterizado pela euforia de ter vencido a Copa de 1982, surge a Juventus de Trappatoni no comando com Michel Platini brilhando dentro de campo; e o Milan de Arrigo Sacchi e Fabio Capello, com um timaço que tinha Gullit, Van Basten e Baresi, ganharam três Taças dos Campeões entre 1989 e 1994, fazendo marcação por zona.
Variantes
A França conquistou o título europeu de 1984 utilizando o 4-5-1 e a Noruega também jogou neste sistema na Copa da França, em 1998. Como variante do 4-4-2, um dos dois atacantes recua para compor o meio campo. Existem técnicos que optam de início por este sistema, escalando apenas um atacante.
O 4-5-1 passou a ser utilizado por algumas equipes quando seu adversário era claramente mais forte e apresentava ataques reconhecidamente perigosos. Este sistema apregoa muito mais a preocupação com a função que os jogadores desempenharão, do que especificamente com o respeito pela posição dentro de campo. Quando os jogadores de meio campo perdem a bola, eles procuram congestionar o setor. Com a posse de bola, os meio campistas aproximam-se até a entrada da área, seja para finalizar ou para buscar um companheiro melhor posicionado.
Nos momentos em que é preciso dificultar ao máximo as avançadas do time contrário, o 4-5-1 também pode transformar-se num 4-6-0, sistema que deixa muito congestionado o meio de campo, mas que não provoca nenhum incômodo à defesa inimiga.
Depois de ficar um pouco de lado, por causa do 3-5-2, o 4-4-2 está em alta, principalmente na Europa, onde vários times e seleções resgataram este sistema.Fonte: Universidade do Futebol
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